Conforme trago na mente, segue a descrição da vila de matinhos em meados de 1955:
“uma rua de areia fofa que corta totalmente a vila e lava até o mar, grandes casas de madeira, umas já sofisticadas, com tabuas e telhas de barro, outras ainda de pau a pique e cobertura de palha. Uma praça que abrigava um campo de futebol, grandes pés de figueira que serviam de arquibancada, uma igrejinha modesta ostentando pequenas e singelas imagens de santos, o murmúrio das orações pode ser ouvido ao longe.
Os quintais se estendiam em grandes extensões, a porta da casa, um cachorro preguiçoso dorme, uma gaiola com um sapeca coleirinho que canta alegremente. Mais ao fundo, um pé de limão, um pé de mamão, o galinheiro mais retirado da casa.
As pessoas caminhando, vestem roupas simples, de flanela, panos simples, bermudas e camisas de botão para os homens, as mulheres e seus vestidos floridos, um pequeno bar pra fornecer a pinga de cada dia, uma mercearia em que o mostrador de doce gira e gira fazendo um barulho fino de uma engrenagem sem lubrificar.
Um homem caminha com um cesto a tira colo, passa por um grupo sentado aos pés de uma arvores, fumando cachimbo e jogando conversa pro ar. Assim seguia a vida na pacata Matinhos.
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